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	<title>Arquitetura e Utopia</title>
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	<description>A opini&#227;o de Jos&#233; Roberto Costa Lima sobre arquitetura e a utopia da vida. E-mail jrcostalima@terra.com.br. Conhe&#231;a http://www.clarq.com.br</description>
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		<title>Prof. Edgar Cardoso</title>
		<link>http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/prof_edgar_cardoso</link>
		<dc:date>22.10.08</dc:date>
		<dc:creator>J. R. Costa Lima</dc:creator>
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		<description>Em 1981, conheci o engenheiro portugu&#234;s Edgar Cardoso, em Lisboa, por ocasi&#227;o dos trabalhos do projeto de amplia&#231;&#227;o do Aeroporto do Funchal, na Ilha da Madeira. L&#225; estava eu, arquiteto da empresa brasileira Hidroservice Engenharia, associada ao Prof. Cardoso neste projeto, que conclu&#237;mos em 1985. O Aeroporto, que foi constru&#237;do e inaugurado no ano 2000, &#233; parte de nosso trabalho, atualizado por outros, mas mantendo as caracter&#237;sticas gerais planejadas. Conheci um pouco de sua forte personalidade em discuss&#245;es acaloradas no andamento dos trabalhos. Tive a oportunidade de conhecer tamb&#233;m um pouco de sua obra, contada por ele, por seus desenhos a l&#225;pis, que espelhavam a import&#226;ncia da sensibilidade para o conhecimento do local do projeto, no principio do trabalho, com a reprodu&#231;&#227;o da paisagem local com grafite que, possivelmente, iria inspir&#225;-lo na cria&#231;&#227;o. Era o verdadeiro arquiteto de suas obras. N&#227;o gostava de trabalhar com arquitetos porque isto o impedia de criar livremente. Tanto isto &#233; verdade, que poucas estruturas de edif&#237;cios foram projetados em seu gabinete. Ficou conhecido pelos projetos de pontes, onde podia fazer uso de toda sua criatividade sem interfer&#234;ncias. Inventor do m&#233;todo de c&#225;lculo experimental de estruturas, que permite a compara&#231;&#227;o dos resultados de ensaios em modelos com as estruturas de concreto reais, com o uso de um computador, tamb&#233;m inventou uma m&#225;quina fotogr&#225;fica para fotos de 360 graus, criada por sua genialidade em 1948. O Prof. Edgar Cardoso foi um g&#234;nio, e como toda pessoa genial, de dif&#237;cil trato. Faleceu em 5 de julho de 2000, dois meses antes da inaugura&#231;&#227;o da nova pista do Aeroporto do Funchal, projetada por ele. Curioso! </description>
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		<title>Rua Augusta (ou ser&#225; Rua Maria Augusta?)</title>
		<link>http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/rua_augusta_ou_sera_rua_maria_augusta</link>
		<dc:date>21.08.08</dc:date>
		<dc:creator>J. R. Costa Lima</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>Em 1968, ainda estudante, abri meu primeiro escrit&#243;rio de arquitetura, junto com alguns amigos, na Rua Augusta. Ficava em um pr&#233;dio comercial de 7 pavimentos, com 14 salas, situado pr&#243;ximo &#224; travessia da Rua Matias Aires, no trecho entre a Avenida Paulista e a Pra&#231;a Roosevelt. Era ocupado por outros jovens arquitetos, que ali iniciavam a carreira. Este lado da Augusta n&#227;o era o mais badalado, o chique na &#233;poca, mas era muito freq&#252;entado porque l&#225; ficavam os cinemas da regi&#227;o, como o Reg&#234;ncia, o Majestic e um terceiro cujo nome n&#227;o me recordo. Ao seu lado alguns bares e restaurantes entremeados por lojas comerciais. Ponto alto da paquera, que se estendia por toda a extens&#227;o da rua, congestionando a regi&#227;o nas tardes e noites nos finais de semana. Passando a Avenida Paulista, no outro lado da Rua Augusta, a partir do Conjunto Nacional, ficava o com&#233;rcio de alto padr&#227;o da &#233;poca, com as mais famosas lojas de tecidos, roupas, sapatarias, discos, bares com hot-dogs vendidos como os principais sandu&#237;ches. Na &#233;poca do Natal, este trecho da Augusta era totalmente decorado, chegando, em um dos Natais, a ter o ch&#227;o totalmente forrado com carpete, a rua coberta com tecido e com ilumina&#231;&#227;o especial para criar ambienta&#231;&#227;o para desfiles de moda. Isto era a d&#233;cada de 60 e inicio dos anos 70. Esta Rua Augusta, que ditava a moda lembrava um pouco a Rua Augusta de Lisboa, que vai da Pra&#231;a do Com&#233;rcio at&#233; o Largo do Rossio, com lojas importantes ao longo do cal&#231;ad&#227;o, embora a portuguesa seja mais larga. A&#237;, em S&#227;o Paulo, abre o Shopping Center Iguatemi, o primeiro centro de compras da cidade e do pa&#237;s, que demorou a oferecer concorr&#234;ncia, pois era uma novidade ainda distante &#8211; dependia do autom&#243;vel para La chegar. Nos anos seguintes, as novas lojas do Shopping come&#231;aram a concorrer com o com&#233;rcio da Augusta, levando algumas lojas a migrar para o Shopping. O brilho da Rua come&#231;ou a ser apagado. A Rua Augusta atual pouca semelhan&#231;a guarda com a dos anos 60, hoje com comercio fraco, mantendo alguma lembran&#231;a como as lojas Hasson e Casa, remanescentes da &#233;poca, algumas livrarias que sobrevivem, o Teatro Proc&#243;pio Ferreira e os cinemas do Unibanco. Este talvez possa ser um novo perfil a ser cultivado para a rua &#8211; centro cultural, centro das artes, etc. Lembro-me de ter conhecido a Rua Augusta nos anos 50, quando ainda era coberta por paralelep&#237;pedos e por onde ainda passavam os bondes. Meu bisav&#244; morava em uma casa na esquina das ruas Fernando de Albuquerque e Bela Cintra, h&#225; dois quarteir&#245;es da Augusta. A casa com detalhes no estilo &#8220;art nouveau&#8221; foi vendida ap&#243;s sua morte, dando lugar a um posto de gasolina. Esta Rua Augusta era ocupada por pequenas casas residenciais j&#225; entremeadas por algum pequeno com&#233;rcio e os cinemas de bairro ainda n&#227;o famosos. Era uma rua comum, estreita, com cal&#231;adas estreitas e escuras &#224; noite, pois a ilumina&#231;&#227;o era muito fraca. Passava bonde. Um amigo historiador conta que, originalmente, no principio do s&#233;culo XX, a Rua foi chamada Maria Augusta em homenagem &#224; primeira mulher a entrar na Faculdade de Direito do largo S&#227;o Francisco, em 1898, Maria Augusta Saraiva: &#8220;A tal rua acabou perdendo o &#34;Maria&#34; (e o &#34;Saraiva&#34; que nunca carregou), ficando somente com a segunda parte, &#34;Augusta&#34;, que significa &#34;sublime&#34;, &#34;majestosa&#34;, &#34;grandiosa&#34;&#8221;, explica Venceslau Alves, que emenda &#8220;ser&#225; um boato?&#8221;. A Rua Augusta era o caminho por onde passavam as &#8220;jardineiras&#8221; que iam at&#233; as Ch&#225;caras do Itaim e &#224; Vila Ol&#237;mpia, ent&#227;o um charco. Logo vieram os bondes el&#233;tricos que subiam a rua, cruzando a Avenida Paulista e descendo em dire&#231;&#227;o ao Rio Pinheiros at&#233; o local onde hoje a Rua Gumercindo Saraiva sai da atual Avenida Europa, prolongamento natural da Rua Augusta, que vai tomando outros nomes como Rua Col&#244;mbia e Avenida Europa. Neste local, reconhecido hoje pela presen&#231;a dos restaurantes Bolinha e Pandoro, os bondes faziam a volta usando o alargamento da rua para retornar ao Centro. A cidade acabava ali. Antigos s&#243;cios do centen&#225;rio Clube Pinheiros, na &#233;poca Clube Germ&#226;nia, iam a p&#233; do ponto final do bonde at&#233; o clube, situado &#224;s margens do Rio, ent&#227;o com tra&#231;ado irregular. Voltando ao presente, os lojistas e moradores da Rua Augusta querem trazer o antigo brilho. Assim, ajudados pela SAMORCC &#8211; Sociedade dos Amigos e Moradores de Cerqueira Cesar, est&#227;o procurando recuperar a import&#226;ncia da rua com sua revitaliza&#231;&#227;o, cujo primeiro passo foi consertar as cal&#231;adas, promovida pela Prefeitura com o uso blocos de concreto, dando uma uniformizada em todo seu percurso, acabando com a parafern&#225;lia de tipos de piso, degraus, escadas e buracos, muitos buracos, que acompanhavam os passeios. O material n&#227;o &#233; o ideal, mas melhorou bastante. Mas a revitaliza&#231;&#227;o da Rua Augusta n&#227;o pode acabar a&#237;. &#201; preciso continuar com a arboriza&#231;&#227;o da rua, a troca dos postes e a melhoria da ilumina&#231;&#227;o, que a Prefeitura n&#227;o quis fazer e nem discutir. O mobili&#225;rio urbano tamb&#233;m precisa ser uniformizado, padronizado e estrategicamente situado. Falta &#8220;design&#8221; ao mobili&#225;rio. Atr&#225;s disto, espera-se que os lojistas melhorem suas lojas, criem um padr&#227;o de arquitetura melhor, com fachadas bonitas e limpas, seguindo a legisla&#231;&#227;o municipal que despoluiu a apar&#234;ncia da cidade. Quem sabe, conseguir retirar a circula&#231;&#227;o das linhas de &#244;nibus que percorrem a rua em toda sua extens&#227;o, um corredor urbano que n&#227;o favorece o desenvolvimento comercial e cultural da Rua Augusta, hoje apenas uma passagem. Mas isto depende de um estudo mais amplo envolvendo o sistema de transporte p&#250;blico da cidade. Assim deve ser a busca continuada da melhoria de nossa cidade, que pode dar um importante retorno na qualidade de vida de todos. </description>
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	<item rdf:about="http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/o_congestionamento_do_transito_e_o_trans">
		<title>O congestionamento do tr&#226;nsito e o transporte</title>
		<link>http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/o_congestionamento_do_transito_e_o_trans</link>
		<dc:date>18.04.08</dc:date>
		<dc:creator>J. R. Costa Lima</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>O tr&#226;nsito da cidade de S&#227;o Paulo est&#225; ca&#243;tico, como todos sabem. Fala-se em criar novas restri&#231;&#245;es ao tr&#225;fego de autom&#243;veis e de caminh&#245;es na cidade. Especulam-se id&#233;ias como aumentar os dias de rod&#237;zio de autom&#243;veis, aumentar o hor&#225;rio do rod&#237;zio, proibir a circula&#231;&#227;o dos ve&#237;culos de grande porte (caminh&#245;es) em novas partes da cidade, criar hor&#225;rios noturnos para sua circula&#231;&#227;o/carga/descarga, fatos estes que iriam criar novos constrangimentos para a vida dos habitantes da cidade. Levanto a quest&#227;o de que a culpa dos problemas de tr&#226;nsito, ou parte dela, seja da desarticula&#231;&#227;o do transporte p&#250;blico de passageiros feito por &#244;nibus e Metr&#244;. A cidade de S&#227;o Paulo sempre teve e continua tendo um sistema de transporte urbano p&#250;blico de passageiros estranho, isto sem falar na baixa qualidade dos meios de transporte. Estranho porque as linhas de &#244;nibus caminham acompanhando as linhas ferrovi&#225;rias do Metr&#244;, tanto aquelas que est&#227;o subterr&#226;neas como as que est&#227;o elevadas ou mesmo no n&#237;vel do terreno, como na zona leste. O que sempre me chamou a aten&#231;&#227;o, foram as longas filas dos &#244;nibus que percorrem a Avenida Paulista, na maior parte do tempo vazios, passando sobre a Linha 2 (verde) do Metr&#244;. Embora em faixa de tr&#226;nsito exclusiva, estes &#244;nibus atrapalham o tr&#225;fego local com a forma&#231;&#227;o de extensas filas, verdadeiros trens de &#244;nibus, ou melhor, comboios como preferem os portugueses. Do mesmo modo, existem linhas de &#244;nibus acompanhando a Linha 1 (azul), que percorrem as avenidas Jabaquara, Domingos de Moraes, Vergueiro, Liberdade, Anhangaba&#250; e Tiradentes, onde o Metr&#244; &#233; subterr&#226;neo e a Avenida Cruzeira do Sul com o Metr&#244; elevado. Tamb&#233;m na Linha 3 (vermelha) isto ocorre, assim como na curta Linha 5 (lil&#225;s) que vai de Santo Amaro at&#233; o Cap&#227;o Redondo. O sistema de Metr&#244; deveria ter capacidade para suportar toda a demanda de passageiros da regi&#227;o, sem a necessidade de um suplemento de linhas de &#244;nibus acompanhando suas linhas. Por que as linhas de &#244;nibus n&#227;o s&#227;o planejadas e arranjadas na malha urbana cruzando as linhas ferrovi&#225;rias de Metr&#244; e da CPTM, trazendo e levando passageiros, em vez de acompanh&#225;-las, criando uma concorr&#234;ncia de servi&#231;o p&#250;blico desnecess&#225;ria? As linhas de &#244;nibus deveriam cruzar as linhas do Metr&#244;, e tamb&#233;m as linhas de trens urbanos da CPTM, junto &#224;s esta&#231;&#245;es, levando e trazendo passageiros para os sistemas ferrovi&#225;rios, para depois irem se afastando para a distribui&#231;&#227;o local dos passageiros, para n&#227;o criar&#160;a concentra&#231;&#227;o de ve&#237;culos que gera o congestionamento do tr&#226;nsito. N&#227;o sei se Isto seria o ideal, mas que melhoraria o tr&#225;fego de ve&#237;culos e o transporte de passageiros, melhoraria. Fa&#231;o esta sugest&#227;o aos senhores t&#233;cnicos de transporte e de tr&#225;fego da cidade de S&#227;o Paulo. Com a palavra&#160;a SPTRANS e a CET, empresas municipais de planejamento e gerenciamento de transporte e de tr&#225;fego. </description>
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	<item rdf:about="http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/a_recuperacao_da_avenida_paulista">
		<title>A recupera&#231;&#227;o da Avenida Paulista</title>
		<link>http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/a_recuperacao_da_avenida_paulista</link>
		<dc:date>16.04.08</dc:date>
		<dc:creator>J. R. Costa Lima</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>&#160;
&#160;
As cal&#231;adas da Avenida Paulista est&#227;o passando por uma reforma total, ficando sem buracos e sem ondula&#231;&#245;es, com jardineiras de paralelep&#237;pedos trocadas por caixas de concreto, com piso de concreto moldado &#8220;in loco&#8221; nas cores cinza claro e escuro, com sinaliza&#231;&#227;o podotatil para uso de pessoas com defici&#234;ncia visual, etc, etc, etc. Enfim, a Avenida Paulista est&#225; ficando muito boa com as novas cal&#231;adas.Feito isto, espero que seja recuperada a sinaliza&#231;&#227;o vi&#225;ria de prismas verticais, hoje semi-destru&#237;da, e o mobili&#225;rio urbano hoje heterog&#234;neo.A Prefeitura, ou o CET, instalou em alguns lugares postes comuns para sem&#225;foros, desvirtuando o sistema de comunica&#231;&#227;o visual da Avenida, misturando tipologias diversas.
A sinaliza&#231;&#227;o original, feita com prismas verticais da cor preta &#233; antiga, mas muito bem planejada, extremamente &#250;til aos usu&#225;rios e passantes da avenida e deveria ser mantida e recuperada.
&#160;
Um pouco de hist&#243;ria &#233; bom para entender a avenida existente.Sua origem data do in&#237;cio dos anos setenta, quando a Prefeitura deu a Avenida o formato atual, dirigido pela EMURB - Empresa Municipal de Urbanismo, que contratou o escrit&#243;rio da arquiteta Rosa Gren&#225; Kliass para o projeto de paisagismo, e os arquitetos Jo&#227;o Carlos Cauduro e Ludovico Martino para o planejamento de todo mobili&#225;rio urbano, que inclu&#237;a bancas de jornal, bancos, jardineiras e o sistema de comunica&#231;&#227;o visual, que perdura at&#233; os dias de hoje.Na &#233;poca, o sistema de grandes prismas verticais negros adotado era inovador, com a disposi&#231;&#227;o da sinaliza&#231;&#227;o estudada para orienta&#231;&#227;o de pedestres e de ve&#237;culos, com os sinais para pedestres at&#233; 2,50 metros de altura, at&#233; 3,50 metros de altura com informa&#231;&#245;es de m&#233;dia distancia e acima disto a sinaliza&#231;&#227;o de longa distancia, com os sem&#225;foros embutidos nos prismas, verdadeiros totens que marcaram a paisagem da avenida.Os prismas est&#227;o dispostos em todas as esquinas da avenida e de suas transversais com as informa&#231;&#245;es de orienta&#231;&#227;o de tr&#226;nsito de usu&#225;rios pedestres e motorizados.Este foi um dos melhores sistemas de identifica&#231;&#227;o e sinaliza&#231;&#227;o vi&#225;ria j&#225; criados e que durou mais de trinta anos, mesmo passando por algumas reformas imperfeitas conduzidas por algumas gest&#245;es municipais.A atual gest&#227;o da Prefeitura est&#225; desvirtuando todo o sistema com a introdu&#231;&#227;o de elementos estranhos, como os postes com sem&#225;foros comuns e postes com placas de tr&#226;nsito.
&#160;
O sistema de sinaliza&#231;&#227;o de Cauduro e Martino foi implantado quando da grande reforma promovida no in&#237;cio dos anos setenta, iniciada pelo Prefeito Jos&#233; Carlos Figueiredo Ferraz, trocado pelo ent&#227;o Governador Laudo Natel, por um novo Prefeito, Miguel Colassuono, que completou a obra.Anteriormente, a obra da nova Avenida Paulista foi planejada e projetada pelo escrit&#243;rio do arquiteto Nadir Cury Mezerani e iniciada pelo Prefeito Figueiredo Ferraz com a proposta de rebaixamento do leito da Avenida a partir da Avenida Dr. Arnaldo, que seria uma via expressa ligando a zona oeste da cidade at&#233; a regi&#227;o dos bairros do Para&#237;so/Aclima&#231;&#227;o/Ipiranga, mantendo na superf&#237;cie vias laterais para o tr&#225;fego local, separadas por grandes aberturas no piso para ventila&#231;&#227;o da via expressa. A nova Avenida teria a apar&#234;ncia do trecho inicial constru&#237;do entre a Avenida Dr. Arnaldo e a Rua Haddock Lobo, passando sob as ruas da Consola&#231;&#227;o e Bela Cintra. A obra parou ali.Por desentendimento entre o Prefeito e o Governador Natel, este, ent&#227;o, todo poderoso, demitiu o Prefeito Figueiredo Ferraz, substituindo-o pelo vereador Miguel Colassuono, que paralisou as obras de rebaixamento da avenida, j&#225; em grande parte escavada e com perfis de a&#231;o para os muros laterais j&#225; cravados nas faixas laterais desapropriadas pela Prefeitura para seu alargamento. A Avenida estava toda destru&#237;da, transformada em um caminho tortuoso dentro de um grande canteiro de obras.O novo Prefeito, com a EMURB, promoveu o novo projeto da avenida com os arquitetos contratados, levando &#224; conclus&#227;o das obras com o re-aterro da parte escavada e n&#227;o conclu&#237;da, e a reformula&#231;&#227;o da Avenida Paulista, j&#225; na superf&#237;cie, com suas duas pistas de ve&#237;culos separadas por um canteiro central e os grandes cal&#231;ad&#245;es laterais.As obras da Avenida foram ent&#227;o completadas com a execu&#231;&#227;o do projeto de comunica&#231;&#227;o visual de Cauduro &#38; Martino, mantido por diversas gest&#245;es municipais e agora correndo o risco de desintegra&#231;&#227;o promovida pelo nosso atual Prefeito Gilberto Kassab.Apelo ao bom senso do Prefeito em manter o sistema de comunica&#231;&#227;o visual diferenciado e de qualidade da Avenida Paulista, recuperando os prismas estragados ou mesmo seguindo o projeto de recupera&#231;&#227;o da Avenida contratado ao mesmo escrit&#243;rio dos arquitetos Cauduro e Martino pela Prefeita Marta Suplicy, que entretanto n&#227;o o executou.</description>
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	<item rdf:about="http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/apogeu_e_queda">
		<title>Apogeu e queda</title>
		<link>http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/apogeu_e_queda</link>
		<dc:date>18.09.07</dc:date>
		<dc:creator>J. R. Costa Lima</dc:creator>
		<dc:subject></dc:subject>
		<description>No in&#237;cio da d&#233;cada de setenta, um jovem arquiteto muito idealista, acreditando ser a arquitetura a coisa mais importante do mundo, que ajudaria a melhorar a vida das pessoas, foi trabalhar em uma grande empresa de engenharia brasileira.L&#225; encontrou uma equipe muito grande de pessoas, que trabalhavam bastante e que tamb&#233;m queriam melhorar o mundo, que acreditavam poder levar o Brasil a um lugar de destaque. Vivia-se a &#233;poca do &#8220;milagre brasileiro&#8221;.Este &#8220;milagre&#8221; existiu mesmo, n&#227;o pelas distor&#231;&#245;es das informa&#231;&#245;es econ&#244;micas fornecidas &#224; popula&#231;&#227;o, mas muito mais pela perspectiva de vida que abria para muitos de n&#243;s e para um pa&#237;s que finalmente iria ser grande. Trabalhava-se com vontade, procurando novos materiais, novas t&#233;cnicas de trabalho e de constru&#231;&#227;o. Foi um momento m&#225;gico.No in&#237;cio da d&#233;cada de oitenta, a realidade chegou ao pa&#237;s, trazida pela primeira grande crise do petr&#243;leo, determinada pelos grandes produtores, que descobriram que poderiam ganhar mais dinheiro se aumentassem os pre&#231;os do petr&#243;leo e reduzissem sua produ&#231;&#227;o. O Brasil, despreparado, dependente do petr&#243;leo importado, quebrou. E junto com o pa&#237;s, toda uma gera&#231;&#227;o de pessoas que trabalhavam porque acreditavam que seria poss&#237;vel alcan&#231;ar os pa&#237;ses do primeiro mundo com a melhoria do padr&#227;o de vida da popula&#231;&#227;o. Esta data marcou o in&#237;cio do fim das empresas de projeto, cujo produto, at&#233; ent&#227;o valorizado por uma perspectiva de progresso, come&#231;ou a perder seu valor.O poder mudou de m&#227;os, passando dos planejadores para os executores.A partir desta data, as construtoras foram tomando consci&#234;ncia do poder que detinham dado pela quantidade de dinheiro que manuseavam, sempre muito maior do que a quantidade de dinheiro do custo de um projeto. E assim, as construtoras passaram a mandar no mercado de projetos de arquitetura e de engenharia.Os projetos passaram a serem tratados como um produto necess&#225;rio para o ganho de vida dos construtores. Projeto passou a ser um &#8220;mal necess&#225;rio&#8221;. Coincidentemente, na mesma &#233;poca, apareceram os computadores pessoais, os &#8220;pc&#8217;s&#8221;, que iriam popularizar o uso da inform&#225;tica em todas as &#225;reas, agilizando o trabalho e alterando profundamente o mercado de trabalho.Os computadores passaram a ser vistos como facilitadores do trabalho de todos, inclusive de arquitetos e engenheiros, colocando em segundo lugar o conhecimento e o talento das pessoas que trabalhavam em projeto. Qualquer um com um computador poderia fazer projeto.Assim, juntando esta &#8220;verdade&#8221; ao poder das construtoras, os arquitetos e os engenheiros que acreditaram poder mudar o Brasil com seus projetos passaram a lutar para sobreviver, num pa&#237;s cada vez mais empobrecido de mentes criadoras.Aquela grande empresa brasileira de engenharia, que me referi no inicio, fechou as portas em 2003.</description>
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	<item rdf:about="http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/prof_edgar_cardoso">
		<title>Prof. Edgar Cardoso</title>
		<link>http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/prof_edgar_cardoso</link>
		<dc:date>22.10.08</dc:date>
		<dc:creator>J. R. Costa Lima</dc:creator>
		<dc:subject>Política</dc:subject>
		<description>Em 1981, conheci o engenheiro portugu&#234;s Edgar Cardoso, em Lisboa, por ocasi&#227;o dos trabalhos do projeto de amplia&#231;&#227;o do Aeroporto do Funchal, na Ilha da Madeira. L&#225; estava eu, arquiteto da empresa brasileira Hidroservice Engenharia, associada ao Prof. Cardoso neste projeto, que conclu&#237;mos em 1985. O Aeroporto, que foi constru&#237;do e inaugurado no ano 2000, &#233; parte de nosso trabalho, atualizado por outros, mas mantendo as caracter&#237;sticas gerais planejadas. Conheci um pouco de sua forte personalidade em discuss&#245;es acaloradas no andamento dos trabalhos. Tive a oportunidade de conhecer tamb&#233;m um pouco de sua obra, contada por ele, por seus desenhos a l&#225;pis, que espelhavam a import&#226;ncia da sensibilidade para o conhecimento do local do projeto, no principio do trabalho, com a reprodu&#231;&#227;o da paisagem local com grafite que, possivelmente, iria inspir&#225;-lo na cria&#231;&#227;o. Era o verdadeiro arquiteto de suas obras. N&#227;o gostava de trabalhar com arquitetos porque isto o impedia de criar livremente. Tanto isto &#233; verdade, que poucas estruturas de edif&#237;cios foram projetados em seu gabinete. Ficou conhecido pelos projetos de pontes, onde podia fazer uso de toda sua criatividade sem interfer&#234;ncias. Inventor do m&#233;todo de c&#225;lculo experimental de estruturas, que permite a compara&#231;&#227;o dos resultados de ensaios em modelos com as estruturas de concreto reais, com o uso de um computador, tamb&#233;m inventou uma m&#225;quina fotogr&#225;fica para fotos de 360 graus, criada por sua genialidade em 1948. O Prof. Edgar Cardoso foi um g&#234;nio, e como toda pessoa genial, de dif&#237;cil trato. Faleceu em 5 de julho de 2000, dois meses antes da inaugura&#231;&#227;o da nova pista do Aeroporto do Funchal, projetada por ele. Curioso! </description>
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	<item rdf:about="http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/rua_augusta_ou_sera_rua_maria_augusta">
		<title>Rua Augusta (ou ser&#225; Rua Maria Augusta?)</title>
		<link>http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/rua_augusta_ou_sera_rua_maria_augusta</link>
		<dc:date>21.08.08</dc:date>
		<dc:creator>J. R. Costa Lima</dc:creator>
		<dc:subject>Política</dc:subject>
		<description>Em 1968, ainda estudante, abri meu primeiro escrit&#243;rio de arquitetura, junto com alguns amigos, na Rua Augusta. Ficava em um pr&#233;dio comercial de 7 pavimentos, com 14 salas, situado pr&#243;ximo &#224; travessia da Rua Matias Aires, no trecho entre a Avenida Paulista e a Pra&#231;a Roosevelt. Era ocupado por outros jovens arquitetos, que ali iniciavam a carreira. Este lado da Augusta n&#227;o era o mais badalado, o chique na &#233;poca, mas era muito freq&#252;entado porque l&#225; ficavam os cinemas da regi&#227;o, como o Reg&#234;ncia, o Majestic e um terceiro cujo nome n&#227;o me recordo. Ao seu lado alguns bares e restaurantes entremeados por lojas comerciais. Ponto alto da paquera, que se estendia por toda a extens&#227;o da rua, congestionando a regi&#227;o nas tardes e noites nos finais de semana. Passando a Avenida Paulista, no outro lado da Rua Augusta, a partir do Conjunto Nacional, ficava o com&#233;rcio de alto padr&#227;o da &#233;poca, com as mais famosas lojas de tecidos, roupas, sapatarias, discos, bares com hot-dogs vendidos como os principais sandu&#237;ches. Na &#233;poca do Natal, este trecho da Augusta era totalmente decorado, chegando, em um dos Natais, a ter o ch&#227;o totalmente forrado com carpete, a rua coberta com tecido e com ilumina&#231;&#227;o especial para criar ambienta&#231;&#227;o para desfiles de moda. Isto era a d&#233;cada de 60 e inicio dos anos 70. Esta Rua Augusta, que ditava a moda lembrava um pouco a Rua Augusta de Lisboa, que vai da Pra&#231;a do Com&#233;rcio at&#233; o Largo do Rossio, com lojas importantes ao longo do cal&#231;ad&#227;o, embora a portuguesa seja mais larga. A&#237;, em S&#227;o Paulo, abre o Shopping Center Iguatemi, o primeiro centro de compras da cidade e do pa&#237;s, que demorou a oferecer concorr&#234;ncia, pois era uma novidade ainda distante &#8211; dependia do autom&#243;vel para La chegar. Nos anos seguintes, as novas lojas do Shopping come&#231;aram a concorrer com o com&#233;rcio da Augusta, levando algumas lojas a migrar para o Shopping. O brilho da Rua come&#231;ou a ser apagado. A Rua Augusta atual pouca semelhan&#231;a guarda com a dos anos 60, hoje com comercio fraco, mantendo alguma lembran&#231;a como as lojas Hasson e Casa, remanescentes da &#233;poca, algumas livrarias que sobrevivem, o Teatro Proc&#243;pio Ferreira e os cinemas do Unibanco. Este talvez possa ser um novo perfil a ser cultivado para a rua &#8211; centro cultural, centro das artes, etc. Lembro-me de ter conhecido a Rua Augusta nos anos 50, quando ainda era coberta por paralelep&#237;pedos e por onde ainda passavam os bondes. Meu bisav&#244; morava em uma casa na esquina das ruas Fernando de Albuquerque e Bela Cintra, h&#225; dois quarteir&#245;es da Augusta. A casa com detalhes no estilo &#8220;art nouveau&#8221; foi vendida ap&#243;s sua morte, dando lugar a um posto de gasolina. Esta Rua Augusta era ocupada por pequenas casas residenciais j&#225; entremeadas por algum pequeno com&#233;rcio e os cinemas de bairro ainda n&#227;o famosos. Era uma rua comum, estreita, com cal&#231;adas estreitas e escuras &#224; noite, pois a ilumina&#231;&#227;o era muito fraca. Passava bonde. Um amigo historiador conta que, originalmente, no principio do s&#233;culo XX, a Rua foi chamada Maria Augusta em homenagem &#224; primeira mulher a entrar na Faculdade de Direito do largo S&#227;o Francisco, em 1898, Maria Augusta Saraiva: &#8220;A tal rua acabou perdendo o &#34;Maria&#34; (e o &#34;Saraiva&#34; que nunca carregou), ficando somente com a segunda parte, &#34;Augusta&#34;, que significa &#34;sublime&#34;, &#34;majestosa&#34;, &#34;grandiosa&#34;&#8221;, explica Venceslau Alves, que emenda &#8220;ser&#225; um boato?&#8221;. A Rua Augusta era o caminho por onde passavam as &#8220;jardineiras&#8221; que iam at&#233; as Ch&#225;caras do Itaim e &#224; Vila Ol&#237;mpia, ent&#227;o um charco. Logo vieram os bondes el&#233;tricos que subiam a rua, cruzando a Avenida Paulista e descendo em dire&#231;&#227;o ao Rio Pinheiros at&#233; o local onde hoje a Rua Gumercindo Saraiva sai da atual Avenida Europa, prolongamento natural da Rua Augusta, que vai tomando outros nomes como Rua Col&#244;mbia e Avenida Europa. Neste local, reconhecido hoje pela presen&#231;a dos restaurantes Bolinha e Pandoro, os bondes faziam a volta usando o alargamento da rua para retornar ao Centro. A cidade acabava ali. Antigos s&#243;cios do centen&#225;rio Clube Pinheiros, na &#233;poca Clube Germ&#226;nia, iam a p&#233; do ponto final do bonde at&#233; o clube, situado &#224;s margens do Rio, ent&#227;o com tra&#231;ado irregular. Voltando ao presente, os lojistas e moradores da Rua Augusta querem trazer o antigo brilho. Assim, ajudados pela SAMORCC &#8211; Sociedade dos Amigos e Moradores de Cerqueira Cesar, est&#227;o procurando recuperar a import&#226;ncia da rua com sua revitaliza&#231;&#227;o, cujo primeiro passo foi consertar as cal&#231;adas, promovida pela Prefeitura com o uso blocos de concreto, dando uma uniformizada em todo seu percurso, acabando com a parafern&#225;lia de tipos de piso, degraus, escadas e buracos, muitos buracos, que acompanhavam os passeios. O material n&#227;o &#233; o ideal, mas melhorou bastante. Mas a revitaliza&#231;&#227;o da Rua Augusta n&#227;o pode acabar a&#237;. &#201; preciso continuar com a arboriza&#231;&#227;o da rua, a troca dos postes e a melhoria da ilumina&#231;&#227;o, que a Prefeitura n&#227;o quis fazer e nem discutir. O mobili&#225;rio urbano tamb&#233;m precisa ser uniformizado, padronizado e estrategicamente situado. Falta &#8220;design&#8221; ao mobili&#225;rio. Atr&#225;s disto, espera-se que os lojistas melhorem suas lojas, criem um padr&#227;o de arquitetura melhor, com fachadas bonitas e limpas, seguindo a legisla&#231;&#227;o municipal que despoluiu a apar&#234;ncia da cidade. Quem sabe, conseguir retirar a circula&#231;&#227;o das linhas de &#244;nibus que percorrem a rua em toda sua extens&#227;o, um corredor urbano que n&#227;o favorece o desenvolvimento comercial e cultural da Rua Augusta, hoje apenas uma passagem. Mas isto depende de um estudo mais amplo envolvendo o sistema de transporte p&#250;blico da cidade. Assim deve ser a busca continuada da melhoria de nossa cidade, que pode dar um importante retorno na qualidade de vida de todos. </description>
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	<item rdf:about="http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/o_congestionamento_do_transito_e_o_trans">
		<title>O congestionamento do tr&#226;nsito e o transporte</title>
		<link>http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/o_congestionamento_do_transito_e_o_trans</link>
		<dc:date>18.04.08</dc:date>
		<dc:creator>J. R. Costa Lima</dc:creator>
		<dc:subject>Política</dc:subject>
		<description>O tr&#226;nsito da cidade de S&#227;o Paulo est&#225; ca&#243;tico, como todos sabem. Fala-se em criar novas restri&#231;&#245;es ao tr&#225;fego de autom&#243;veis e de caminh&#245;es na cidade. Especulam-se id&#233;ias como aumentar os dias de rod&#237;zio de autom&#243;veis, aumentar o hor&#225;rio do rod&#237;zio, proibir a circula&#231;&#227;o dos ve&#237;culos de grande porte (caminh&#245;es) em novas partes da cidade, criar hor&#225;rios noturnos para sua circula&#231;&#227;o/carga/descarga, fatos estes que iriam criar novos constrangimentos para a vida dos habitantes da cidade. Levanto a quest&#227;o de que a culpa dos problemas de tr&#226;nsito, ou parte dela, seja da desarticula&#231;&#227;o do transporte p&#250;blico de passageiros feito por &#244;nibus e Metr&#244;. A cidade de S&#227;o Paulo sempre teve e continua tendo um sistema de transporte urbano p&#250;blico de passageiros estranho, isto sem falar na baixa qualidade dos meios de transporte. Estranho porque as linhas de &#244;nibus caminham acompanhando as linhas ferrovi&#225;rias do Metr&#244;, tanto aquelas que est&#227;o subterr&#226;neas como as que est&#227;o elevadas ou mesmo no n&#237;vel do terreno, como na zona leste. O que sempre me chamou a aten&#231;&#227;o, foram as longas filas dos &#244;nibus que percorrem a Avenida Paulista, na maior parte do tempo vazios, passando sobre a Linha 2 (verde) do Metr&#244;. Embora em faixa de tr&#226;nsito exclusiva, estes &#244;nibus atrapalham o tr&#225;fego local com a forma&#231;&#227;o de extensas filas, verdadeiros trens de &#244;nibus, ou melhor, comboios como preferem os portugueses. Do mesmo modo, existem linhas de &#244;nibus acompanhando a Linha 1 (azul), que percorrem as avenidas Jabaquara, Domingos de Moraes, Vergueiro, Liberdade, Anhangaba&#250; e Tiradentes, onde o Metr&#244; &#233; subterr&#226;neo e a Avenida Cruzeira do Sul com o Metr&#244; elevado. Tamb&#233;m na Linha 3 (vermelha) isto ocorre, assim como na curta Linha 5 (lil&#225;s) que vai de Santo Amaro at&#233; o Cap&#227;o Redondo. O sistema de Metr&#244; deveria ter capacidade para suportar toda a demanda de passageiros da regi&#227;o, sem a necessidade de um suplemento de linhas de &#244;nibus acompanhando suas linhas. Por que as linhas de &#244;nibus n&#227;o s&#227;o planejadas e arranjadas na malha urbana cruzando as linhas ferrovi&#225;rias de Metr&#244; e da CPTM, trazendo e levando passageiros, em vez de acompanh&#225;-las, criando uma concorr&#234;ncia de servi&#231;o p&#250;blico desnecess&#225;ria? As linhas de &#244;nibus deveriam cruzar as linhas do Metr&#244;, e tamb&#233;m as linhas de trens urbanos da CPTM, junto &#224;s esta&#231;&#245;es, levando e trazendo passageiros para os sistemas ferrovi&#225;rios, para depois irem se afastando para a distribui&#231;&#227;o local dos passageiros, para n&#227;o criar&#160;a concentra&#231;&#227;o de ve&#237;culos que gera o congestionamento do tr&#226;nsito. N&#227;o sei se Isto seria o ideal, mas que melhoraria o tr&#225;fego de ve&#237;culos e o transporte de passageiros, melhoraria. Fa&#231;o esta sugest&#227;o aos senhores t&#233;cnicos de transporte e de tr&#225;fego da cidade de S&#227;o Paulo. Com a palavra&#160;a SPTRANS e a CET, empresas municipais de planejamento e gerenciamento de transporte e de tr&#225;fego. </description>
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	<item rdf:about="http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/a_recuperacao_da_avenida_paulista">
		<title>A recupera&#231;&#227;o da Avenida Paulista</title>
		<link>http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/a_recuperacao_da_avenida_paulista</link>
		<dc:date>16.04.08</dc:date>
		<dc:creator>J. R. Costa Lima</dc:creator>
		<dc:subject>Política</dc:subject>
		<description>&#160;
&#160;
As cal&#231;adas da Avenida Paulista est&#227;o passando por uma reforma total, ficando sem buracos e sem ondula&#231;&#245;es, com jardineiras de paralelep&#237;pedos trocadas por caixas de concreto, com piso de concreto moldado &#8220;in loco&#8221; nas cores cinza claro e escuro, com sinaliza&#231;&#227;o podotatil para uso de pessoas com defici&#234;ncia visual, etc, etc, etc. Enfim, a Avenida Paulista est&#225; ficando muito boa com as novas cal&#231;adas.Feito isto, espero que seja recuperada a sinaliza&#231;&#227;o vi&#225;ria de prismas verticais, hoje semi-destru&#237;da, e o mobili&#225;rio urbano hoje heterog&#234;neo.A Prefeitura, ou o CET, instalou em alguns lugares postes comuns para sem&#225;foros, desvirtuando o sistema de comunica&#231;&#227;o visual da Avenida, misturando tipologias diversas.
A sinaliza&#231;&#227;o original, feita com prismas verticais da cor preta &#233; antiga, mas muito bem planejada, extremamente &#250;til aos usu&#225;rios e passantes da avenida e deveria ser mantida e recuperada.
&#160;
Um pouco de hist&#243;ria &#233; bom para entender a avenida existente.Sua origem data do in&#237;cio dos anos setenta, quando a Prefeitura deu a Avenida o formato atual, dirigido pela EMURB - Empresa Municipal de Urbanismo, que contratou o escrit&#243;rio da arquiteta Rosa Gren&#225; Kliass para o projeto de paisagismo, e os arquitetos Jo&#227;o Carlos Cauduro e Ludovico Martino para o planejamento de todo mobili&#225;rio urbano, que inclu&#237;a bancas de jornal, bancos, jardineiras e o sistema de comunica&#231;&#227;o visual, que perdura at&#233; os dias de hoje.Na &#233;poca, o sistema de grandes prismas verticais negros adotado era inovador, com a disposi&#231;&#227;o da sinaliza&#231;&#227;o estudada para orienta&#231;&#227;o de pedestres e de ve&#237;culos, com os sinais para pedestres at&#233; 2,50 metros de altura, at&#233; 3,50 metros de altura com informa&#231;&#245;es de m&#233;dia distancia e acima disto a sinaliza&#231;&#227;o de longa distancia, com os sem&#225;foros embutidos nos prismas, verdadeiros totens que marcaram a paisagem da avenida.Os prismas est&#227;o dispostos em todas as esquinas da avenida e de suas transversais com as informa&#231;&#245;es de orienta&#231;&#227;o de tr&#226;nsito de usu&#225;rios pedestres e motorizados.Este foi um dos melhores sistemas de identifica&#231;&#227;o e sinaliza&#231;&#227;o vi&#225;ria j&#225; criados e que durou mais de trinta anos, mesmo passando por algumas reformas imperfeitas conduzidas por algumas gest&#245;es municipais.A atual gest&#227;o da Prefeitura est&#225; desvirtuando todo o sistema com a introdu&#231;&#227;o de elementos estranhos, como os postes com sem&#225;foros comuns e postes com placas de tr&#226;nsito.
&#160;
O sistema de sinaliza&#231;&#227;o de Cauduro e Martino foi implantado quando da grande reforma promovida no in&#237;cio dos anos setenta, iniciada pelo Prefeito Jos&#233; Carlos Figueiredo Ferraz, trocado pelo ent&#227;o Governador Laudo Natel, por um novo Prefeito, Miguel Colassuono, que completou a obra.Anteriormente, a obra da nova Avenida Paulista foi planejada e projetada pelo escrit&#243;rio do arquiteto Nadir Cury Mezerani e iniciada pelo Prefeito Figueiredo Ferraz com a proposta de rebaixamento do leito da Avenida a partir da Avenida Dr. Arnaldo, que seria uma via expressa ligando a zona oeste da cidade at&#233; a regi&#227;o dos bairros do Para&#237;so/Aclima&#231;&#227;o/Ipiranga, mantendo na superf&#237;cie vias laterais para o tr&#225;fego local, separadas por grandes aberturas no piso para ventila&#231;&#227;o da via expressa. A nova Avenida teria a apar&#234;ncia do trecho inicial constru&#237;do entre a Avenida Dr. Arnaldo e a Rua Haddock Lobo, passando sob as ruas da Consola&#231;&#227;o e Bela Cintra. A obra parou ali.Por desentendimento entre o Prefeito e o Governador Natel, este, ent&#227;o, todo poderoso, demitiu o Prefeito Figueiredo Ferraz, substituindo-o pelo vereador Miguel Colassuono, que paralisou as obras de rebaixamento da avenida, j&#225; em grande parte escavada e com perfis de a&#231;o para os muros laterais j&#225; cravados nas faixas laterais desapropriadas pela Prefeitura para seu alargamento. A Avenida estava toda destru&#237;da, transformada em um caminho tortuoso dentro de um grande canteiro de obras.O novo Prefeito, com a EMURB, promoveu o novo projeto da avenida com os arquitetos contratados, levando &#224; conclus&#227;o das obras com o re-aterro da parte escavada e n&#227;o conclu&#237;da, e a reformula&#231;&#227;o da Avenida Paulista, j&#225; na superf&#237;cie, com suas duas pistas de ve&#237;culos separadas por um canteiro central e os grandes cal&#231;ad&#245;es laterais.As obras da Avenida foram ent&#227;o completadas com a execu&#231;&#227;o do projeto de comunica&#231;&#227;o visual de Cauduro &#38; Martino, mantido por diversas gest&#245;es municipais e agora correndo o risco de desintegra&#231;&#227;o promovida pelo nosso atual Prefeito Gilberto Kassab.Apelo ao bom senso do Prefeito em manter o sistema de comunica&#231;&#227;o visual diferenciado e de qualidade da Avenida Paulista, recuperando os prismas estragados ou mesmo seguindo o projeto de recupera&#231;&#227;o da Avenida contratado ao mesmo escrit&#243;rio dos arquitetos Cauduro e Martino pela Prefeita Marta Suplicy, que entretanto n&#227;o o executou.</description>
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	<item rdf:about="http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/apogeu_e_queda">
		<title>Apogeu e queda</title>
		<link>http://arquiteturaeutopia.blog.terra.com.br/apogeu_e_queda</link>
		<dc:date>18.09.07</dc:date>
		<dc:creator>J. R. Costa Lima</dc:creator>
		<dc:subject>Política</dc:subject>
		<description>No in&#237;cio da d&#233;cada de setenta, um jovem arquiteto muito idealista, acreditando ser a arquitetura a coisa mais importante do mundo, que ajudaria a melhorar a vida das pessoas, foi trabalhar em uma grande empresa de engenharia brasileira.L&#225; encontrou uma equipe muito grande de pessoas, que trabalhavam bastante e que tamb&#233;m queriam melhorar o mundo, que acreditavam poder levar o Brasil a um lugar de destaque. Vivia-se a &#233;poca do &#8220;milagre brasileiro&#8221;.Este &#8220;milagre&#8221; existiu mesmo, n&#227;o pelas distor&#231;&#245;es das informa&#231;&#245;es econ&#244;micas fornecidas &#224; popula&#231;&#227;o, mas muito mais pela perspectiva de vida que abria para muitos de n&#243;s e para um pa&#237;s que finalmente iria ser grande. Trabalhava-se com vontade, procurando novos materiais, novas t&#233;cnicas de trabalho e de constru&#231;&#227;o. Foi um momento m&#225;gico.No in&#237;cio da d&#233;cada de oitenta, a realidade chegou ao pa&#237;s, trazida pela primeira grande crise do petr&#243;leo, determinada pelos grandes produtores, que descobriram que poderiam ganhar mais dinheiro se aumentassem os pre&#231;os do petr&#243;leo e reduzissem sua produ&#231;&#227;o. O Brasil, despreparado, dependente do petr&#243;leo importado, quebrou. E junto com o pa&#237;s, toda uma gera&#231;&#227;o de pessoas que trabalhavam porque acreditavam que seria poss&#237;vel alcan&#231;ar os pa&#237;ses do primeiro mundo com a melhoria do padr&#227;o de vida da popula&#231;&#227;o. Esta data marcou o in&#237;cio do fim das empresas de projeto, cujo produto, at&#233; ent&#227;o valorizado por uma perspectiva de progresso, come&#231;ou a perder seu valor.O poder mudou de m&#227;os, passando dos planejadores para os executores.A partir desta data, as construtoras foram tomando consci&#234;ncia do poder que detinham dado pela quantidade de dinheiro que manuseavam, sempre muito maior do que a quantidade de dinheiro do custo de um projeto. E assim, as construtoras passaram a mandar no mercado de projetos de arquitetura e de engenharia.Os projetos passaram a serem tratados como um produto necess&#225;rio para o ganho de vida dos construtores. Projeto passou a ser um &#8220;mal necess&#225;rio&#8221;. Coincidentemente, na mesma &#233;poca, apareceram os computadores pessoais, os &#8220;pc&#8217;s&#8221;, que iriam popularizar o uso da inform&#225;tica em todas as &#225;reas, agilizando o trabalho e alterando profundamente o mercado de trabalho.Os computadores passaram a ser vistos como facilitadores do trabalho de todos, inclusive de arquitetos e engenheiros, colocando em segundo lugar o conhecimento e o talento das pessoas que trabalhavam em projeto. Qualquer um com um computador poderia fazer projeto.Assim, juntando esta &#8220;verdade&#8221; ao poder das construtoras, os arquitetos e os engenheiros que acreditaram poder mudar o Brasil com seus projetos passaram a lutar para sobreviver, num pa&#237;s cada vez mais empobrecido de mentes criadoras.Aquela grande empresa brasileira de engenharia, que me referi no inicio, fechou as portas em 2003.</description>
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